Andor devia ter seus 200 anos quando conheceu Raquel, por mais estranho que parecesse Raquel via na inigualável beleza do Qualinesti a pureza que não encontrava nos homens. Andor era jovem e já conhecia a pureza elfica e as machas dos humanos, mas no entanto não encontrou em nenhum outro lugar algo tão sedutor quanto Raquel.
E foi dessa união que nasceu Alyn –Filho da Floresta, infelizmente Alyn não teve as oportunidades de viver entre a raça de seu pai e tão pouco a família de sua mãe o aceitará.
Andor e Raquel vivam reclusos em uma floresta e sobreviviam da caça de Andor e do que ele vendia na vilas próximas a floresta. E foi assim no meio da natureza que Alyn foi criado e ensinado por seu pai. Ao nascer seu pai lhe presenteou com o arco de seu avô e o chamava de “Matador de Ogro” era um arco longo ornamentado com os signos Qualinesti em seu corpo. Alyn cresceu ouvindo seu pai dizer que apenas um filho dele poderia usar com um verdadeiro coração Qualinesti o que desacreditava Alyn pois já tinha sentido o preconceito dos humanos e elfos aos arredores da floresta em que vivia.
- Um dia o “Matador de Ogros” será seu meu filho e você o empunhará amanhã pela manhã.
Foi então que Alyn sentiu um frio na barriga, “Somente um verdadeiro coração Qualinesti pode erguer o Matador de Ogros”, será que ele decepcionará seu pai será que algo de ruim pode acontecer com ele? Dizem as historias que muitos itens antigos forjados pelos elfos tem a magia elfica contida será que este arco é mágico?
Alyn mal dormiu esta noite, seu preparou uma grande aljava Alyn pegou seu arco de costume Andor pegou o ele e desembrulhou o “Matador de Ogros” e disse:
- Alyn, quando eu lutei na guerra da Asa Vermelha para proteger você e sua mãe usei este arco fomos comandados por Alhana e seguimos Riroph o Clérigo em sua águia até a batalha final. Lá honrei nossos antepassados e derrubei 15 Ogros com este arco.
Alyn saiu com aperto no coração abraçou sua mãe antes de sair e disse que a amava seu pai sempre fizera isso pois na floresta nunca se sabe quando vai retornar. E Alyn e Andor partiram floresta a dentro, Alyn estava acostumado com aquele lado da floresta conhecia cada palmo de terra de folha seca na região. Caçaram o dia inteiro mas seu pai estava procurando algo maior para que ele pudesse usar o arco elfico.
- shiii... alyn... fique aqui acho que encontrei algo...
Alyn esperou e viu seu pai deixar aos seus pés o arco e esperar o sinal. Quando derrepente Alyn ouve um guinchado horrendo seguido do grito de seu pai. Sem pensar duas vezes Alyn pegou o arco do chão e foi em direção arqueando o maximo que sua força permitia, ele não passou três moitas de mato fechado quando viu o enorme vulto negro sobre seu pai, o que deu apenas tempo de fechar os olhos e soltar a flecha e ao abri um imenso clarão cobriu seu corpo.
O sol transpassava as copas espessas e acordava o meio elfo, Alyn abriu os olhos devagar, e sentia o orvalho em seu rosto, aos poucos voltou a sentir seu corpo e rapidamente se ergueu retomando a lembrança da fera sobre sue pai. Mas não havia nada ali.
Apenas ele seu arco, o “Matador de Ogros” e sua bolsa e suas flechas, não havia rastro da coisa e de seu pai Alyn correu para casa e não encontrou sua mãe a casa estava aberta animais haviam entrado e comido a comida não houve luta. Alyn correu em direção a cidade mais próxima assustado e com medo do que tinha acontecido, quando finalmente chegou a estrada e viu um senhor de carroça levando hortaliças para venda e pediu uma carona.
-Bom dia meu senhor, seria muito se o senhor me ajudasse a chegar a vila mais próxima?
O lavrador vendo a palidez do menino perguntou.
- Claro que não meu jovem, me diga seu nome e de seus pais onde eles estão?
- Eu me chamo Alyn filho de ... nesse momento o coração do jovem meio elfo desparou, ele não se lembrava, ele sabia a onde ir e com quem falar mas não lembrava rostos não lembrava nomes.
-Eu não lembro senhor... meus pais sumiram e eu preciso encontra-los acredito que estejam na vila próxima.
- Vamos jovem suba eu lhe levo até lá.
-Eu sou Alyn – Filho da Floresta e descendente de....

Nenhum comentário:
Postar um comentário