quarta-feira, 14 de maio de 2008

Crônicas de Hermus – Primeiro Capitulo – A Sociedade

A Floresta

Na noite escura de um vilarejo desconhecido...

- Três passos para casa de Higor, eu preciso chegar a tempo...

O jovem corre por entre a trilha, sussurrando a frase repetidamente, o cansaço lhe toma o corpo. Mas algo lhe impede de parar, ao longe apenas os sons da floresta que poucos se atrevem a sair da via principal que a corta.

- Toc Toc Toc, Guilder ouve alguém a porta interrompendo sua janta.

- Por mil demônios!! Quem será está hora? A passos lentos Guilder se aproxima da porta velha de madeira podre. Ao abrir a porta Guilder encontra um envelope negro e com um selo familiar. Sua face outrora seria de espanto, mas hoje nem começava sua janta o pesar lhe toma até a sombra.

Na estalagem do Porco Selvagem

É o melhor lugar para se descansar de uma viagem por pelo menos até os grandes salgueiros.

- E digo mais senhor Taberneiro tens a melhor cerveja desde minha saída de Torbadin. O jovem mestre anão esbravejava saudades de sua terra enquanto Dona Augusta dona do Porco Selvagem sorria para o anão bêbado com sua barba ruiva de molho no grande caneco de cerveja.

- E me diga senhor Taberneiro, (o jovem mestre se recusava a ver Augusta nessa posição em sua terra ela não faria isso, mas não pensou isso há 30 anos atrás quando conheceu o pai de Augusta, o velho Clifor.) onde eu os encontro? E acabarei com a raça destes malditos?

Um homem mais ao fundo, berrava:

- Augusta mande este anão calar a boca, você sabe que não traz boa sorte falar deles aqui.

Augusta estava apreensiva com seu companheiro de tantos anos aos pés do balcão, seu pai havia até mandado rebaixar parte de seu balcão para o amigo anão. Logo chegaram as festividades e essa tensão irá acabar, a colheita graças a Habakuki foi uma das melhores.

- Malditooooo! Tragam aquele bardo até mim! A voz rouca e sombria ecoava pelo salão escuro, o manto negro como a noite pairava pelas pilastras que bruxuleavam pouca luz. Seu servo de joelhos escutava amedrontado, as ordens de seu amo e senhor, e pensava se um dia ele tivera algum coração.

Em quanto subia para o altar de pedra murmurando cânticos de línguas esquecidas, aos poucos luzes saiam de vários pontos do salão seres de grandes mantos negros escondiam seus rostos ali ninguém era identificável e se aproximavam murmurando.

- “Todos irmãos... Filhos de um só senhor”

Então o ser ao altar abre um grande livro lendo os votos da irmandade diz.

-É chegada a hora irmãos e irmãs mais uma lua se aproxima, e com ela nossa oferenda nos dará a graça do Senhor. Mais uma Lua e ele retornará para nós, apontando para o grande baú de cristal que guarda um objeto escuro e disforme do cristal não lapidado.

Mas para completarmos nossa oferenda precisamos trazê-lo de volta o traidor deve ser morto ao luar. Tragam-no até mim e o Senhor lhe dará riquezas ilimitadas.

O silêncio pairou sobre o murmurioso salão negro, quando o mestre gritou.

- TRAGAM HERMUS ATÉ MIM........

E as criaturas se espalharam pelo salão como sombras na noite, e ao longe dali o jovem corria cansado.

- Três passos para casa de Higor, eu preciso chegar a tempo...

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Crônicas de Hermus – Primeiro Capitulo – A Sociedade

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