terça-feira, 3 de junho de 2008

Pax Tharkas


“Localizada na fronteira oriental de Qualinesti, nas montanhas Kharolis, esta fortaleza foi construída por elfos, humanos e anões como um símbolo de paz e união. Atualmente ela é governada por um conselho das três raças depois da tomada na Guerra da Asa Vermelha.”

Mês de Kiri-Jolith

Rumo a algum lugar em Kryn...

Blinks - Não acredito que fomos até Pax Tharkas só para leva-lo!

Velho - Era necessário já te falei isso mais de mil vezes....

Blinks - Eu não acho, espero que ele tenha uma dor de barriga com aquele suco.

Velho - Você é muito rabugento Blinks a 200 anos não vejo você ser educado com alguém.

Blinks – Você sabe quantos dias perdemos? Temos poucas luas até chegarmos la.

Pax Tarkas – Taverna do Porco Selvagem

- Eu vi senhor guarda, era um ogro um minotauro... hic! e um anão eles entraram comeram e beberam e saíram sem pagar mataram os soldados e foram embora... hic!

- Cale a boca seu bêbado insuportável!

Maldita hora que sai de meu posto nesta noite. Pensava Turic ao ver os comentários do povo perto a taverna vendo os corpos dos soldados mortos. E roubados nem as espadas deixaram em suas cinturas, apenas uma carruagem élfica que logo identificaram como vinda do norte.

- É uma carruagem Silvanesti disse um elfo próximo, e reconheço esse símbolo é de Lord Alaudrin.

- Eles devem ter roubado ladrões miseráveis!!! Disse Turic ao ver tudo aquilo, está a pouco mais de 6 meses como capitão da primeira muralha e isso já acontece.

Em quanto a discussão sobre os assassinos e ladrões da Taverna do Porco selvagem ecoava pela rua. Um homem de manto marrom muito sujo e batido sentado a mesa observava, sua face cansada não conseguia nem mais abrir um leve sorriso e um olhar intrigante sobre o acontecido ele estava chegando quando vira alguns jovens baderneiros cruzando o mercado a cavalos mas não deu muita atenção.

- Lord Alaudrin está nas redondezas? Diz a voz sussurrante de Guilder, talvez o mestre queira saber mais sobre isso.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O Filho da Floresta


Filho da Floresta




Andor devia ter seus 200 anos quando conheceu Raquel, por mais estranho que parecesse Raquel via na inigualável beleza do Qualinesti a pureza que não encontrava nos homens. Andor era jovem e já conhecia a pureza elfica e as machas dos humanos, mas no entanto não encontrou em nenhum outro lugar algo tão sedutor quanto Raquel.

E foi dessa união que nasceu Alyn –Filho da Floresta, infelizmente Alyn não teve as oportunidades de viver entre a raça de seu pai e tão pouco a família de sua mãe o aceitará.

Andor e Raquel vivam reclusos em uma floresta e sobreviviam da caça de Andor e do que ele vendia na vilas próximas a floresta. E foi assim no meio da natureza que Alyn foi criado e ensinado por seu pai. Ao nascer seu pai lhe presenteou com o arco de seu avô e o chamava de “Matador de Ogro” era um arco longo ornamentado com os signos Qualinesti em seu corpo. Alyn cresceu ouvindo seu pai dizer que apenas um filho dele poderia usar com um verdadeiro coração Qualinesti o que desacreditava Alyn pois já tinha sentido o preconceito dos humanos e elfos aos arredores da floresta em que vivia.

- Um dia o “Matador de Ogros” será seu meu filho e você o empunhará amanhã pela manhã.

Foi então que Alyn sentiu um frio na barriga, “Somente um verdadeiro coração Qualinesti pode erguer o Matador de Ogros”, será que ele decepcionará seu pai será que algo de ruim pode acontecer com ele? Dizem as historias que muitos itens antigos forjados pelos elfos tem a magia elfica contida será que este arco é mágico?

Alyn mal dormiu esta noite, seu preparou uma grande aljava Alyn pegou seu arco de costume Andor pegou o ele e desembrulhou o “Matador de Ogros” e disse:

- Alyn, quando eu lutei na guerra da Asa Vermelha para proteger você e sua mãe usei este arco fomos comandados por Alhana e seguimos Riroph o Clérigo em sua águia até a batalha final. Lá honrei nossos antepassados e derrubei 15 Ogros com este arco.

Alyn saiu com aperto no coração abraçou sua mãe antes de sair e disse que a amava seu pai sempre fizera isso pois na floresta nunca se sabe quando vai retornar. E Alyn e Andor partiram floresta a dentro, Alyn estava acostumado com aquele lado da floresta conhecia cada palmo de terra de folha seca na região. Caçaram o dia inteiro mas seu pai estava procurando algo maior para que ele pudesse usar o arco elfico.

- shiii... alyn... fique aqui acho que encontrei algo...

Alyn esperou e viu seu pai deixar aos seus pés o arco e esperar o sinal. Quando derrepente Alyn ouve um guinchado horrendo seguido do grito de seu pai. Sem pensar duas vezes Alyn pegou o arco do chão e foi em direção arqueando o maximo que sua força permitia, ele não passou três moitas de mato fechado quando viu o enorme vulto negro sobre seu pai, o que deu apenas tempo de fechar os olhos e soltar a flecha e ao abri um imenso clarão cobriu seu corpo.

O sol transpassava as copas espessas e acordava o meio elfo, Alyn abriu os olhos devagar, e sentia o orvalho em seu rosto, aos poucos voltou a sentir seu corpo e rapidamente se ergueu retomando a lembrança da fera sobre sue pai. Mas não havia nada ali.

Apenas ele seu arco, o “Matador de Ogros” e sua bolsa e suas flechas, não havia rastro da coisa e de seu pai Alyn correu para casa e não encontrou sua mãe a casa estava aberta animais haviam entrado e comido a comida não houve luta. Alyn correu em direção a cidade mais próxima assustado e com medo do que tinha acontecido, quando finalmente chegou a estrada e viu um senhor de carroça levando hortaliças para venda e pediu uma carona.

-Bom dia meu senhor, seria muito se o senhor me ajudasse a chegar a vila mais próxima?

O lavrador vendo a palidez do menino perguntou.

- Claro que não meu jovem, me diga seu nome e de seus pais onde eles estão?

- Eu me chamo Alyn filho de ... nesse momento o coração do jovem meio elfo desparou, ele não se lembrava, ele sabia a onde ir e com quem falar mas não lembrava rostos não lembrava nomes.

-Eu não lembro senhor... meus pais sumiram e eu preciso encontra-los acredito que estejam na vila próxima.

- Vamos jovem suba eu lhe levo até lá.

-Eu sou Alyn – Filho da Floresta e descendente de....

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Crônicas de Hermus – Primeiro Capitulo – A Sociedade

A Floresta

Na noite escura de um vilarejo desconhecido...

- Três passos para casa de Higor, eu preciso chegar a tempo...

O jovem corre por entre a trilha, sussurrando a frase repetidamente, o cansaço lhe toma o corpo. Mas algo lhe impede de parar, ao longe apenas os sons da floresta que poucos se atrevem a sair da via principal que a corta.

- Toc Toc Toc, Guilder ouve alguém a porta interrompendo sua janta.

- Por mil demônios!! Quem será está hora? A passos lentos Guilder se aproxima da porta velha de madeira podre. Ao abrir a porta Guilder encontra um envelope negro e com um selo familiar. Sua face outrora seria de espanto, mas hoje nem começava sua janta o pesar lhe toma até a sombra.

Na estalagem do Porco Selvagem

É o melhor lugar para se descansar de uma viagem por pelo menos até os grandes salgueiros.

- E digo mais senhor Taberneiro tens a melhor cerveja desde minha saída de Torbadin. O jovem mestre anão esbravejava saudades de sua terra enquanto Dona Augusta dona do Porco Selvagem sorria para o anão bêbado com sua barba ruiva de molho no grande caneco de cerveja.

- E me diga senhor Taberneiro, (o jovem mestre se recusava a ver Augusta nessa posição em sua terra ela não faria isso, mas não pensou isso há 30 anos atrás quando conheceu o pai de Augusta, o velho Clifor.) onde eu os encontro? E acabarei com a raça destes malditos?

Um homem mais ao fundo, berrava:

- Augusta mande este anão calar a boca, você sabe que não traz boa sorte falar deles aqui.

Augusta estava apreensiva com seu companheiro de tantos anos aos pés do balcão, seu pai havia até mandado rebaixar parte de seu balcão para o amigo anão. Logo chegaram as festividades e essa tensão irá acabar, a colheita graças a Habakuki foi uma das melhores.

- Malditooooo! Tragam aquele bardo até mim! A voz rouca e sombria ecoava pelo salão escuro, o manto negro como a noite pairava pelas pilastras que bruxuleavam pouca luz. Seu servo de joelhos escutava amedrontado, as ordens de seu amo e senhor, e pensava se um dia ele tivera algum coração.

Em quanto subia para o altar de pedra murmurando cânticos de línguas esquecidas, aos poucos luzes saiam de vários pontos do salão seres de grandes mantos negros escondiam seus rostos ali ninguém era identificável e se aproximavam murmurando.

- “Todos irmãos... Filhos de um só senhor”

Então o ser ao altar abre um grande livro lendo os votos da irmandade diz.

-É chegada a hora irmãos e irmãs mais uma lua se aproxima, e com ela nossa oferenda nos dará a graça do Senhor. Mais uma Lua e ele retornará para nós, apontando para o grande baú de cristal que guarda um objeto escuro e disforme do cristal não lapidado.

Mas para completarmos nossa oferenda precisamos trazê-lo de volta o traidor deve ser morto ao luar. Tragam-no até mim e o Senhor lhe dará riquezas ilimitadas.

O silêncio pairou sobre o murmurioso salão negro, quando o mestre gritou.

- TRAGAM HERMUS ATÉ MIM........

E as criaturas se espalharam pelo salão como sombras na noite, e ao longe dali o jovem corria cansado.

- Três passos para casa de Higor, eu preciso chegar a tempo...

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Crônicas de Hermus – Primeiro Capitulo – A Sociedade

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Cronicas de Hermus - A canção


O flautista


Canção da Taverna

Agora vocês todos conhecerão
O bardo e suas canções
Quando horas se passarem
Eu fecharei meus olhos
Em um mundo distante
Nós poderemos nos encontrar novamente
Mas agora ouça minha canção
Sobre a aurora da noite
Vamos cantar a canção do bardo
O amanhã nos levará embora
Longe do lar
Ninguém jamais saberá nosso nome
Mas as canções do bardo permanecerão
O amanhã o levará embora
O medo de hoje
Ele desaparecerá
Em nossas canções mágicas
Há apenas uma canção
Que resta em minha mente
Contos de um homem corajoso
Que viveu longe daqui
Agora as canções do bardo terminaram
E é hora de partir
Ninguém deve perguntar-lhe
Pelo nome daquele
Que conta a história
O amanhã nos levará embora
Longe do lar
Ninguém jamais saberá o nosso nome
Mas as canções do bardo permanecerão
Amanhã tudo terá terminado
E você não está sozinho
Portanto não fique com medo no escuro e no frio
Porque as canções do bardo permanecerão
Elas todas permanecerão
Em meus pensamentos e em meus sonhos
Elas estão sempre em minha mente
Estas canções de kenders, anões e homens
E elfos vêm fechar seus olhos
Você pode vê-los também...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Whellstorm, 15 anos depois da Guerra da Asa Vermelha


Na taverna do Príncipe Massacrado se via de tudo, e nada espantava Primus o taverneiro, ele já não tinha mais cabelos, nariz grande e uma barba cheia era forte e um pouco fora de forma suas cicatrizes marcam algumas aventuras que ninguém alem de sua esposa já ouvira falar, já tinha servido bebida a seres místicos, ladrões, magos, clérigos das mais variadas raças dos mais variados lugares. Era sua diversão ouvir as historias que paravam para descansar por uma noite ou algumas horas.

No entanto alguém chamou a atenção de Primus, era final de tarde e chovia forte sua taverna estava ligeiramente vazia, quando entrou um jovem humano, capa e capuz esverdeados pele branca e alva, seus cabelos negros e curtos traziam a tona olhos mais negros e brilhantes.

O jovem sentou ao balcão e Primus esperou que o chamasse.

- Por favor meu bom homem me de um gole de seu bom vinho e uma cama quente que me traga sorrisos.

Primus, achou estranho, mas já vira coisas estranhas antes.

- Eu me chamo Hermus de Raven terra de Riroph o Sábio. E estou em busca da historia dele e de seus companheiros.

-Todos sabem o que aconteceu com eles, Riroph que Habakuki o tenha morreu enfrentando Foguisto, o cavaleiro foi corrompido pelo mal, Tosher o Minotauro Renegado morreu em batalha, Creton voltou para as florestas de sua tribo, Urso Selvagem Unificou as tribos bárbaras e morreu de velho, tinha também um mão ligeira que se tornou Governador de Porto Balifor, e o príncipe anão que morreu na batalha final. Apenas o Kender não foi encontrado, mas quem acharia um Kender no meio disso tudo?

Sussurrando ao ouvido de Primus...

- Exatamente meu bom homem. Eu encontrei algo que vale mais que qualquer canção já feita nesta taverna. Encontrei em minhas caminhadas o diário de Tekel Olhos rápidos. E nesse diário ele narra fatos grandiosos que nem os Bardos de Palanthas cantaram, e eu Hermus de Raven trarei a canção mais verdadeira de nossos heróis.

E enquanto Hermus puxava sua flauta debaixo de sua grossa capa verde ele dizia em afinada voz.

- E por isso meu bom homem, encha meu copo com seu bom vinho pois não tenho muito dinheiro mas tenho historias para vos contar, historias de um camponês e seus companheiros, que o mal resolveram enfrentar....

Então Primus tirou um pouco da cera de seu ouvido e encheu mais uma caneca de vinho para seu jovem hospede se ele fava a verdade ou não difícil de dizer, mas tem uma boa musica e boas historias para quem está cansado de viagem.

E Hermus ansioso para continuar sua jornada observava seu publico naquele dia chuvoso, onde Dragões, águias gigantes e seres amaldiçoados só existiam em suas canções, mal sabia ele o que os deuses preparavam para seu destino e para o de todos que cruzassem com ele.